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Danskere i mit hus!

17/04/2009

A quarta feira dessa semana era pra ser um dia comum se não rolasse uma coincidência épica que resultou num pequeno intercâmbio cultural. Era pra ser um dia comum; às 5 da tarde saí pras aulas do preparatório pro concurso do Ministério da Fazenda (aulas que tô gostando, por sinal). Tive que ficar aprox. 1 hora dentro do Transcol andar e alguns minutos na chuva para chegar ao curso… e saber que a professora passou mal e não pôde dar a aula. FAIL!

Mas tudo bem, dei meia volta, fui pro terminal e peguei meu ônibus. E é aí que o dia fica bem atípico mesmo, porque assim que eu cheguei em casa sabe o que eu achei além de minha família? DOIS DINAMARQUESES.

Jaaa, to danskere i mit hus! Um jovem casal de dinamarqueses, Jan Jensen e Stine Maria Birkeholm, tomando uma sopa que meu pai preparou, prontos para ouvirem um nerd viciado em línguas (a.k.a. EU) que logo chegaria perguntando Er du fra Danmark? (Você é da Dinamarca?). Mas ora bolas, como teriamchegado cá em casa?

Bem, começou quando eles decidiram sair de Aalborg pra vir pra América do Sul. Para que? MOCHILAR! Estiveram na Bolívia, no Chile, no Equador, e entre tantas caronas que conseguiram no Brasil, uma delas veio pro terminal de carga rodoviária da Serra.  Lá conseguiram uma carona pra Bahia, mas que só ia partir um dia depois, e então iam acabar dormindo no posto. Mas meu pai, um dos funcionários de lá,  gentilmente convidou pra ir à casa dele e dormir lá – provavelmente ele deve ter pensando também no quanto eu gostaria de trocar uma idéia com gente da Europa, haha.

E daí voltamos à cena da cozinha, da sopa e do nerd ‘chutando’ frases em dinamarquês. Feitas as devidas apresentações, passamos um bom tempo na mesa numa conversa maneira sobre a viagem deles, a Dinamarca, o calor daqui, o frio de lá, os lugares maneiros que eles viram (inclui Machu Picchu), tudo num português carregadíssimo de sotaque e misturado com espanhol, mas ainda assim muito. Nas bagagem se incluía um violino, um um clarinete, um violão, roupas (óbvio, duuh…), malabares e artesanatos que a Stine vendia pra juntar uns trocados a mais. Tão bacanas que até duvido daquela história de “blá blá blá nórdicos são frios”.

Daí passou a noite, veio o outro dia, tomamos café, tiramos uma foto de lembrança e eles se despediram do pessoal daqui. Depois, levei eles de volta ao pátio dos transportadores e esperei com eles até que deu meio-dia e decidi voltar pra casa. Me despedi, ganhando uma pulseira da presente a Stine, e voltei. Mais tarde, já bem depois, soube que já tinha ido para Bahia. Planejam mais 3 meses no Brasil e depois voltam pra Dinamarca.  Deixaram e-mail pra comunicar!

Stine e Jan são os loiros. E eu saí mal na foto...

Stine e Jan são os loiros. E eu saí mal na foto...

Antes que esqueça, Danskere i mit hus = Dinamarqueses na minha casa. Em dinamarquês.

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Sebastião & Zé Nunes

05/01/2009

Hoje eu venho aqui falar de Sebastião e Zé Nunes. Quem são?

Sebastião era enfermeiro, e reconhecido por ser dos bons. Conta-se também que era um homem deveras querido na cidade onde vivia. Amava muito sua esposa, Alice Maria. Até que um dia os anjos a levaram; veio a falecer no parto de uma menina, a mais nova de 7 irmãos. Tempos depois, o próprio Sebastião viria a falecer.

E aí Zé Nunes toma seu importante lugar na história, decidindo criar os 7 órfãos, além de seus próprios filhos. Hoje estão todos crescidos, maduros e bem criados, tendo seus filhos e netos.

Afinal, quem são Sebastião e Zé Nunes e porque falo deles aqui? Sebastião era Sebastião Pinheiro, meu avô, pai de meu pai. E Zé Nunes era marido de Conceição, irmã de Sebastião. Descobri essas histórias conversando com tia Maria Laura, da última vez que fui em Timóteo.

Manos, tenho grande orgulho dessa família!

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Fim de 2008.

25/12/2008

Era pra eu fazer um post sobre umas descobertas familiares que fiz recentemente quando conversei com a tia Maria Laura, de Timóteo, but…

…preferi fazer um micro post pra compartilhar um pensamento que me passou aqui na cabeça: o fim de ano me parece estranho, cheio de coisas acontecendo de forma diferente e inusitada, mas ao mesmo tempo me parece que a ordem das coisas vai como deveria. Ou não, sei lá.

A bandeira da Letônia não tem absolutamente [b]nenhuma[/b] relação com o post. Está só porque alguém um dia teria que lembrar que este pais existe.

A bandeira da Letônia não tem absolutamente nenhuma relação com o post. Está aqui só porque alguém um dia teria que lembrar que este país existe.

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Topofilia.

25/11/2008

Topofilia é um termo relativo a Geografia, cunhado pelo geógrafo sino-americano Yi-Fu Tuan. Não adianta me perguntar o que é, por que não sei explicar, mas aqui eu quero interpretar essa palavra do modo mais simples possível: do grego topo (lugar) + philos (amor; afeição; ou algo relacionado). Objetivamente falando, a topofilia seria uma grande afeição de uma pessoa por um certo lugar.

Em parte, esse deve ser o meu problema. Eu vim pra cá, Vitória, procurando, entre outras coisas, um ambiente diferente, novas pessoas, contato com uma cultura alheia, e coisas assim. Mas eu sou um loser, afinal, porque sinto que sou tão apegado aos anos que vivi em Minas Gerais que isso me impede de me desenvolver aqui. Não tenho motivação, porque tudo aqui me parece desinteressante. Os amigos que posso fazer aqui me parecem menos interessantes que aqueles que já fiz em Minas. Os lugares e “rocks” que posso conhecer aqui me parecem menos interessantes que aqueles que já me acostumei a ir no Vale do Aço. Em suma, a vida aqui me parece um porre em comparação com aquela que teria na terra dos pãezinhos de queijo.

Culpa do lugar? Em parte, talvez, porque esperava que Vitória fosse ao menos tão legal quanto BH e não fosse uma cidade com corpo de capital e cabeça de vila do interior. Mas é óbvio que o problema sou eu mesmo, não é? Pessoas “descoladas” normalmente se adaptam perfeitamente bem quando mudam de cidade, ou de estado (meu caso), ou até de país. Mas eu não sou o que se pode chamar de “descolado”, muito pelo contrário.

Eu sei que mesmo querendo voltar pra MG eu ainda posso encontrar o meu lugar aqui na metrópole capixaba, mas vale lembrar que não há descoberta se eu não começar a tirar essa bunda gorda daqui de casa e levá-la pra conhecer o que há de cool aqui nesse lugar. Mas é justamente isso que me falta: ATITUDE. E não tenho atitude porque não tenho motivação.

I’m a loser.

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Mas… você vai ser professor?

13/11/2008

Letras é um belíssimo curso. É profissão dos sonhos para quem gosta de lidar com o estudo de línguas como eu. E, infelizmente, um curso vitimado por um certo preconceito. Sempre que digo que pretendo fazer Letras alguém se apressa a perguntar “Você vai ser professor?”. Daí me questiono, afinal, até que ponto essas pessoas entendem sobre o curso de Letras. Talvez se elas procurassem se informar mais a respeito, saberiam que a formação de letras não se resume a tornar-se professor de português, como normalmente pensam. Além do ato de lecionar, formandos em Letras podem trabalhar em jornais na parte de edição, correção de textos e tradução de notícias de fontes estrangeiras. Podem também trabalhar com a tradução de artigos e obras literárias estrangeiras. Tendo o devido conhecimento de alguma língua estrangeira, podem ser intérpretes. E claro, podem vir a se tornar pesquisadores, ainda que isso seja uma tarefa mais árdua no nosso país.

Mas o que realmente me deixa um tanto indignado é que as pessoas subestimam a tarefa de lecionar. Quando vêm me perguntar se vou me tornar um professor, o fazem com um certo tom de desprezo, como se a profissão fosse algo de pouca importância. Mas não é. Professor é uma profissão que que deveria ser mais valorizada, tendo em vista que , em toda história da humanidade, eles foram peça fundamental no nosso progresso. Familiares normalmente enchem a boca para falar sobre profissões que, segundo o imaginário popular, são as que estão ‘na moda’ e dão mais dinheiro e status: engenheiro, médico, arquiteto, advogado, entre outras. Mas o que seriam deste profissionais se não existisse professores para ensiná-los a exercer seu ofício? O que seria da arte e da ciência do mundo moderno se os professores não existissem para levar o conhecimento adiante?

Tal desvalorização dos professores é reflexo da forma como as autoridades e até mesmo o povo tratam a educação brasileira. O governo pouco cuida das escolas responsáveis por nossa formação. Os pais, por sua vez, se mostram um tanto desleixados, tendo pouca participação na vida escolar de seus filhos, que conseqüentemente se tornam alunos desestimulados. Forma-se aí um ambiente onde a educação, fundamental, passa a se tornar algo secundário, sem a devida importância.

Como exemplo, o caso das Letras, em particular. Na educação básica, não tratam nossa língua e literatura com a devida atenção. Crescidos, os alunos que não aprenderam a se relacionar com a própria língua tratam o estudo da linguagem como algo desnecessário, algo que não faz diferença.

Até quando nosso sistema educacional sofrerá com tanto descaso?

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Como alguns talvez vão notar, esse é um texto que eu chupinhei descaradamente de… mim mesmo. Antes de apagar TODAS as fotos do meu Fotolog (exceto a última, que deixei lá justamente pra comunicar o fim do mesmo), salvei esse texto que tinha escrito num post do início do ano para poder publicar aqui.

Na verdade, eu queria mesmo era escrever algo novo aqui, sobre algumas das coisas que tem estado na minha cabeça nos últimos tempos – namoro, admiração pelo povo polonês, topofilia, entre outras coisas. Mas cadê a inspiração quando precisamos?

E já que o assunto tem a ver com educação, rola aí mais um pouco de etimologia: li em A Língua de Eulália, de Marcos Bagno, que educação vem do latim “ex (fora de) + duco (conduzir)“, algo como ‘tirar‘, ‘pôr para fora‘, sendo nesse caso algo como ‘obter do aluno o melhor resultado possível’.

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Flores.

23/08/2008

Entre vidas e flores.
Flores nascem…
Humanos nascem…
Flores e humanos morrem…
E todas as minhas pétalas cairão em terra
Quando vocês se forem
Que tuas almas estejam sempre ao meu lado.
Sinto a tristeza
Como um jardim morto
Sem flores, sujo, podre, sangrento, sem cor
Onde a vida encontra seu fim.
Flores…
Tão belas e fascinantes, cativam minha atenção…
Síntese das minhas metáforas sobre o viver
Um aroma que se faz em meus caminhos
Entre glórias e desgraças.
São nossas vidas
Como a luz do sol engrandece as flores
Guardo os afetos e compaixões em meu espírito
Entre o calor dos sorrisos
Uma flor vive
Uma flor morre…
Enquanto viva, encanta-nos com tua beleza.

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Costuma-se esperar que o primeiríssimo post de qualquer blog seja algo tipo “Sejam bem-vindos”, explicando o que é o blog e qual é o propósito dele. Preferi pular essa parte. E como estou sem idéias pra fazer um post mais original, desenterrei do fundo do baú esse poema que tinha escrito há 3 anos atrás e cheguei a postar certa vez em meu fotolog – note que eu mudei apenas uma palavra.
Quando o escrevi eu tinha em mente a idéia de fazer um poema, digamos, gótico. Isso porque na época eu e Lucas [grande amigo!] tínhamos aquela visão TOTALMENTE estereotipada do que é ’ser gótico’: andar de roupa preta, ir em cemitérios, adotar vinho como bebida-ícone, ouvir coisas como Tristania e… fazer poesia supostamente triste e/ou depressiva.No fim das contas, acho que não demoramos muito pra amadurecer e descobrir que ‘gótico’ na verdade se refere a um idioma e aos bárbaros que o falavam há milhares de anos atrás, e por isso não tem a ver com essa onda de ‘darkwaves’ que vem dos anos 80 até hoje.
Mas enfim, voltando ao poema… ah, interpretem como quiser, mas deixe me dar uma idéia objetiva: relaciono-o com a importância da amizade.

E, bem, devo dizer, em várias línguas: Welcome! Verið velkomin! Witamy! Tervetuloa! BEM-VINDOS!

[Sim, vai ter muito da minha tradicional chatice lingüística nesse blog]