Arquivos para a Categoria ‘música’

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E eu vejo uma mudança em você.

11/12/2009

Porque ainda não falei da minha viagem pra SP nesse humilde blog? Mesmo com um atraso de um mês, ainda quero compartilhar com meus poucos a parte central, o que motivou a pegar um avião pra ir pro coração do Brasil: Deftones.

"And the crowd goes wild..."

Eu pago pau pro som do Deftones, e especialmente por causa deles eu banquei toda essa viagem de dois dias. Não me arrependo, valeu cada centavo, cada hora de cansaço e cada grão de poeira da chácara do Jóquei que adentrou em meu nariz naquele 07 de novembro.

Estava marcado pra eles começarem às 5 e 40, mas eu já estava lá antes, a tempo de pegar as 4 últiams músicas do show do Sepultura. Lembro que Roots era uma delas, e Refuse/Resist também. Mas enfim, estava lá por causa dos ‘Tones. E terminado o show do Sepul, rodei um pouco; estava fotografando, vendo como era o evento, parei pra conversar com dois meninos que foram de Itajubá pra lá. Já próximo do momento que eu esperava, fui comprar um sanduíche natural. Lamentei por não ter mais dinheiro, mas é bem feito, já que eu não tinha resistido e comprei uma camisa e 3 álbuns na Galeria do Rock  antes de ir pro Maquinaria. A camisa é do Deftones, claro, porque eu estava lá por causa deles.

Então, comendo meu sanduíche, percebi que o público aglomerou perto do palco, e com o sanduíche na mão e mochila nas costas, fui pra lá, porque era a hora: Chino, Stephen, Abe, Frank e Sergio já estavam no palco!

A partir daqui, não sigo mais a ordem, porque eu sei quais foram todas as músicas que tocaram, mas quem disse que consigo lembrar ordem certa? A primeira música foi uma NOVA, com o título provisório de Rocket Skates, que me deixou uma ótima impressão. Depois dela, vieram aquelas que a gente já conhece, e dosando muito bem as fases da banda. Da fase mais “pula-pula”, fizeram a geral pular, bater cabeça e “ciscar” com 7 Words, Lotion, Head Up, Nosebleed, Around the Fur, Root e a pesadíssima Elite.

Entre as mais ‘melodiosas’ se fez o melhor do show, a começar com a clássica My Own Summer, que detonou a garganta do público que gritava “Shove it! Shove it!” junto com Chino. Em Hexagram, única do quarto álbum que estava no set, Chino foi pra junto do público da pista premium. Beware e Hole in the Earth representaram com louvor o quinto álbum. Feiticeira fez parte do set provavelmente por ser um show no Brasil. E Be Quiet And Drive foi outra clássica do segundo álbum que fez o público gritar.

Mas o ápice mesmo talvez tenha sido em 3 músicas do White Pony. Uma delas foi até uma surpresa, Passenger, que foi perfeita mesmo sem participação do Maynard, do Tool, que canta parte dela no álbum. E outra foi Knife Prty, que nos fez acompanhar o Chino gritando “Go get your knife! And come in.”

E CHANGE então? Nem se fala, um momento mágico. Aquela tão bela música que tantas vezes me fez pirar em casa, ali, ao vivo, e comigo lá, cantando junto com todos: “And I watched a change in you.. it’s like you never had wings”. Ela sim, foi uma das mais esperadas de todo o show. Sim, não nego que senti falta da minha querida Minerva. Mas também confesso que não senti falta da Back to School. Mas quem sem importa? De qualquer jeito, foi um setlist bem elaborado.

Terminado o show, com 7 Words, ainda fiquei lá até as 10 e poucos da noite, tendo tempo de pegar o show do Jane’s Addiction e umas 5 músicas do show do Faith no More. Foram ótimos shows, mas não eram o meu foco. Afinal, lá estava eu pelos Deftones.

"Now you feel... so alive"

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Motivos pra esperar os 2 próximos meses.

20/09/2009

Outubro: Larissa aqui!

3 anos atrás e a foto continua atual.

3 anos atrás e a foto continua atual.

Baixinha de cabelos pretos, formada no JK em Informática Industrial, futura psicóloga (eu sabia!), dona de um sorriso bacana, inteligente e MUITO simpática.

Em todos os poucos posts desse blog eu acabei nem falando da Larissa. Mas, ah, cês não imaginam como ela é importante pra mim. E por isso que eu fiquei übersatisfeito quando ela avisou que vinha pra cá passar o feriado ali em Vila Velha!

Da última vez que trocamos uma idéia ela já tava com as passagens na mão, pra vir de ônibus, mas já faz um mês que ela tá planejando vir. Uma pena que ela vá ficar só 2 dias, e nem vai dar tempo de passar uma noite aqui com a gente e conhecer a galera daqui de casa. Ainda assim, depois de eu ir tantas vezes em MG quando eu era um à toa é bom receber uma visita dela aqui, agora que o trabalho tá comendo meu tempo e tá osso de ir pra lá de novo…

Larissa, seja bem-vinda!

Novembro: DEFTONES!

I think God is moving its tongue -  My Own Summer

"I think God is moving its tongue" - My Own Summer


SIM! Pela terceira vez aqui no Brasil. A diferença é que nas outras duas nem rolou – na primeira em 2001 eu nem conhecia, ne segunda eu era um desempregado. Mas agora que comecei a trabalhar eu tenho possibilidades REAIS de ir lá ouvir MINERVA, CHANGE, MY OWN SUMMER e mais uma porrada de delícias do new-metal/alternativo americano AO VIVO. E de quebra conhecer uma cidade que eu tô afim de conhecer há tempos. São Paulo, oras!

E é melhor arrumar o ingresso e as passagens antes que acabem, porque lugar pra ficar lá eu arrumo fácil. Perder o medinho de avião ajudaria também…

Deftones, sejam bem vindos, de novo!

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Top: melhores álbuns que o Lucas me arrumou!

28/07/2009

Taí, já fazia tempo que eu queria escrever algo sobre coisas legais que o Lucas passou pra eu ouvir. Hã, quem é o Lucas? Oras, vamos apresentar!

THIS is Lucas, note o tamanho do nariz, haha. Foto descaradamente roubada do Orkut do Muniz.

THIS is Lucas, note o tamanho do nariz, haha. Foto descaradamente roubada do Orkut do Muniz.

Lucas, o Skeeter, o Biro-Biro,  é um grande amigo, amigaço mesmo, chapa que conheci em Ipatinga quando a gente estudou na mesma sala de Mecatrônica lá no JK, numa ocasião que ele veio trocar uma idéia comigo porque eu tava com… err, uma camisa do Slipknot. Sim, eu já gostei de Slipknot, mas durou só pouco mais de um mês. Daí começamos a compartilhar gostos: ciência e MÚSICA. Muita música! É sério que já perdemos até muitos pontos nas aulas de português por ficar conversando de muzyka, haha!

Naquela época de ouro, como entusiastas de musique, a gente vivia indicando e apresentando bandas um pro outro. Mas no fim das contas ele foi o que cara que mais me arrumou CDS lotados de MP3 de muitas, muitas bandas, e por isso tá aqui esse post. Lucas foi um sujeito que ajudou bastante a moldar meu gosto musical com a bondade que ele tem até hoje baixar um porrilhão de coisas e gravar pra galera. Nesse porrilhão de coisas tem muita banda de metal sinfônico (o tal ‘gothic metal’, como a geral costuma chamar), folk, e outras coisas mais. Muitas outras coisas!

Sem mais delongas, vamos destacar alguns do álbuns bacanas que ele me passou, sem uma ordem específica. Acho que eu tenho o mesmo carinho por todos, haha! Não se esqueça de clicar nas capas se quiser mais informação.


Arcade Fire – Funeral

Uma vez, na casa dele, ele me falou que o Arcade Fire fazia um rock bonitinho e me mostrou um pedaço bonitinho da Wake Up. Não foi a amor a primeira ouvida, mas depois que ele gravou pra mim bastou ouvir umas 4 vezes pra me emocionar, me divertir e viciar em Crown of Love, Rebellion e Tunnels. E ter certeza que eles são a banda mais legal do Canadá!


Flowing Tears – Serpentine

Quando ele falou da banda pela primeira vez, eu era n00b e entendi “‘Following Tears’”, haha! Ele disse que o vocal da moça era diferente por ser mais grave que os vocais típicos de gothic metal (é vero!) e me arrumou dois álbuns. O Razorbliss também é bom, mas esse Serpentine… bastante empolgante, é não é chato que nem aquelas bandas de gothic que enfiam violino, coral, violoncelo e piano em tudo quanto é canto. Os riffs, a voz da Stephanie Duchene e as bobeirinhas eletrônicas aqui fazem um serviço bacana.


Paradise Lost – Draconian Times

É, dava pra pôr o Icon. Mas eu prefiro mesmo o Draconian Times, principalmente por causa de Enchantment, Hallowed Land e da superclássica Forever Failure. Fecha com chave de ouro a fase mais doom, antes deles partirem pra um som mais industrial. O que é foda é o fidamãe fazer invejinha porque ele tem esse álbum original… ¬¬


Rammstein – Mutter

Lucas me arrumou o Mutter num CD velho de guerra, todo ‘fuzilado’, mas que ainda rodava direito. O conteúdo? Desnecessário dizer que esse é o álbum preferido de pelo menos 90% dos fãs. Chuta bundas fazendo uma boa transição entre a fase mais industrial, dos 2 primeiros álbuns, e a fase atual, do Reise, Reise e do Rosenrot. Acho que foi a primeira de todas as bandas de industrial que nós gostamos. E olha que são muitas.


My Dying Bride – A Line of Deathless Kings

Toda vez que vou a BH eu costumo voltar com quilos de música que o Lucas me passa, e numa dessas vezes voltei com um DVD que tinha esse álbum do My Dying Bride. Só ele, mas foi o suficiente pra ter certeza: eles SÃO os REIS do doom metal, e não perderam a majestade mesmo uam década depois de lançar seus álbuns mais clássicos. Um álbum com riffs graves e pesados, vocais lamuriantes, sombrio como todo bom doom metal é.


Leaves’ Eyes – Lovelorn

Quando conhecemos o Leaves’ Eyes, conhecemos como “a banda da Mulher que canta com o Cradle of Filth em Nymphetamine”. Isso porque então nem eu nem Lucas sabíamos que a mulher em questão, Liv Kristine, era parte do Theatre of Tragedy! Aqui ela deixou o gothic/doom de lado, e foi fazer folk. Um bom folk por sinal, recomendado pra quem curte um som com influência nórdica.


System of a Down – Mezmerize & Hypnotize

Ok, fãs de SOAD, podem falar de Toxicity, mas pra mim o melhor do SOAD tá na dupla Mezmerize e Hypnotize. Nesses dois álbuns a criatividade deles foi usada com gosto, e deu num álbum que tem elementos de punk, hard rock, eletrônico (Old School Hollywood), folk, e outras coisas mais. E muito humor. Sim, humor, porque quando o Lucas baixou o álbum disse que eu ia rir bastante ouvindo Vicinity of Obscenity.


Diablo Swing Orchestra – The Butcher’s Ballroom

Super criativo! Criativo mesmo o que esse pessoal da Suécia faz! Misturam metal com jazz, com eletrônico, com música mexicana… ih, com um monte de coisa, e o resultado é um dos melhores álbuns do chamado “avant-garde metal”. E a vocalista é uma soprano muito boa, que felizmente sabe ser soprano sem Tarja.. digo, sem ser chata. Uma vez Lucas disse que eles já tavam pra lançar outro álbum. Tô esperando…

E bem, é isso. Tem mais coisa, com certeza, mas fui muito seletivo, e no fim das contas acabei pinçando só esses aí pra fazer esse Top 8. Talvez eu resolva atualizar o post depois e colocar mais alguns álbuns.

Salut, leitores!

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Rueslåtten.

19/02/2009

Porque tão só?
Aqui podes descansar
Ponha tua cabeça sobre meu peito (…)

Porque to só?
Te darei refúgio
Te confortar, te carregar através de nossas vidas.

Why So Lonely – The 3rd and the Mortal

Já ouviram The 3rd and the Mortal? Não? Pois é, é o que a maioria responde, quase ninguém conhece essa banda. Mas o lance aqui não é falar sobre ela, e sim sobre uma peça importante de sua história: Kari Rueslåtten, pessoas. Ela é uma compositora e cantora norueguesa, 36 aninhos, ruiva e, porque não dizer, deveras bonita (!). Mas o seu maior charme para este entusiasta que vos fala é a doçura da voz dela. Tão boa artista que me faz pensar “P***a, ninguém sabe que ela existe? :S”. É isso, Kari é o tipo de artista que faz música boa de fato, mas… é subestimada e não tem a atenção que merece pelo bom trabalho.

Pior que isso vem desde 1994, quanto ela cantou no Tears Laid in Earth, primeiro disco do The 3rd and the Mortal. Pois bem, a banda é considerada importante entre as de doom/gothic metal, sendo uma das pioneiras a ter só vocais femininos suaves, estilo Liv Kristine, sem nenhum masculino gutural ou limpo, e depois viria até a influenciar, por exemplo, Tuomas Holopainen e a criação do Nightwish. Mas aí entra a história de ser subestimada e… bom, é difícil encontrar alguém que conheça o TTATM.

No fim das contas o Tears Laid in Earth foi o primeiro e único álbum onde Kari participou da banda. Todos os músicos mandam bem aqui, o álbum é bom por completo mas, considerando só a parte da Kari, o destaque é a primeira música; em Vandring não tem nada além da voz dela. Quase lírica. Delícia de ouvir! :D

Mas e depois de sair da banda? Aí vem o Storm, meninos & meninas! Durou só um álbum, chamado Nordavind;  foi um projeto de folk metal que juntou ela e dois nomes grandes do Black Metal, o Satyr, do Satyricon, e o Fenriz, do Darkthrone. Mas essa parte eu pulo, porque não ouvi o som do Storm ainda, e vou direto pra carreira solo.

E aí vem de novo a questão dela ser desconhecida. Rodrigo Piolho, da coluna Piolhices e Afins do Omelete, escreveu:

Suas composições têm tudo para se tornar grandes sucessos, já que possuem uma qualidade infinitamente superior à grande maioria do pop rock que toca nas rádios, mas, mesmo assim, o trabalho da moça continua sumariamente ignorado.(…) …flerta mais com o pop do que qualquer outra coisa. Mas um pop classudo e com uma qualidade indiscutível.

Concordo MUITO. Kari tá aí, na ativa, fazendo um som que tem um bom potencial pra tocar em rádios, ou ser apresentado em programas de TV sobre música. Mas, contudo, entretanto, todavia, MTV’s e coisas do mesmo tipo ao redor do mundo nos enchem de Pop clichê e descartável que explora mais a imagem dos artistas do que seus dotes musicais, coisas como “Bitchney” Spears, por exemplo…

Eu sou suspeito pra falar porque dos álbuns da carreira solo dela eu só conheço dois, mas que foram suficientes pra provar o quanto é bom ouvir Kari. E também pra ter certeza que a Kari tá fazendo um trabalho TOTALMENTE fora do metal. Pilot é um deles; é mais alternativo, dizem até que é um tanto experimental, tendo trechos que lembram Tori Amos e Björk – aliás, Thaís até comentou certa vez que um pedaço de Snow foi tirado de um som da Tori. O outro é o mais recente e MEU PREFERIDO (!), Other People’s Stories, e nele também dá pra notar influência da Tori, de trip-hop (Ride, 7ª música do álbum, que  lembra a Army of Me da Björk) e até mesmo um pouco de rock (Push, 6ª música). Meu preferido em especial porque é o que passa mais emoção no conjunto da obra, a voz doce dela combinando com o clima das músicas e as letras sobre vida, sentimentos e coisas relacionadas. OPS é o álbum! :D

Atualmente Kari não tem dado sinal de vida, então o jeito é ficar na ansiedade e aguardar os primeiros sinais de um novo álbum – o Other People’s Stories é de 2005! Daí fico imaginando “Pô, e se até que enfim ela ficar famosa?”. Bom, eu não vou ficar com síndrome de underground. Até porque… imagina se a Kari fica famosinha por aqui? A idéia de um show dela no Brasil seria sensacional!

Pilot

Pilot

Mais na Wikipedia e no fansite chileno.

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[PÓS-EDIÇÃO] Quando fiz esse post acabei deixando alguns fatos pra trás. Esqueci de citar que a Kari também participou de algumas músicas do duo norueguês Rawthang. Outra coisa que esqueci é que além de cantar e compôr Kari também é psicológa, e já é mãe. De acordo com o fansite chileno em 2007 ela deu à luz uma menina, de nome Agnes!

[PÓS-EDIÇÃO II] Não poderia deixar de postar aqui alguns vídeos. São os clipes de Exile e Other People’s Stories, e 4 ao vivo: um de I Månens Favn, River em Moscou e duas relíquias de quando ela ainda tava como o 3rd and the Mortal, Sorrow e Death-Hymn. Pra quem quiser ver o 3rd&TM sem ela eu achei também um vídeo de Magma.