
Firebrand vs. Somulo. FIGHT!
É fato que eu sou entusiasta de videogames. É fato também que eu fiquei “preso” na era 16 bits. Claro que há jogos excelentes nos videogames que vieram depois (PlaysStation que o diga!), mas até hoje eu sou marcado pelo Super Nintendo que eu tive e pelo Mega Drive que meu primo tinha, e por isso agradeço aos céus pelos emuladores. Foi com eles que encontrei relíquias da era 16 bits que eu não conseguia encontrar nem em Ipatinga e nem em Fabriciano quando eu ainda tinha meu SNES. Uma dessas relíquias é o assunto do post: Demon’s Crest – também conhecido pelo nome da versão japonesa, Demon’s Blazon.
Pra quem não lembra ou conhece, conta a história de Firebrand, um demônio que vivia num mundo onde segundo a lenda haviam 5 emblemas mágicos, que reunidos fariam aparecer mais um sexto emblema que daria poder infinito. Ocorre que durante a busca por eles Firebrand foi gravemente ferido na luta com o dragão Somulo, e daí veio Phalanx, inimigo de Firebrand, que aproveitou para roubar dele os emblemas que então ele havia encontrado. Com apenas um pedaço do emblema do fogo Firebrand recomeça a busca, e aí se segue a a história do jogo.
Mas claro que numa boa obra da Capcom a história não é o único atrativo. Demon’s Crest têm também uma das melhores trilhas sonoras, com seus temas sombrios, muito similares àqueles comspostos com órgãos, que sempre caem bem em histórias que envolvem monstros e estética sombria. Além de ser um jogo deveras agradável pra quem curte uma dificuldade, porque se por um lado alguns chefes são fáceis, por outro lado há também o Dark Demon, que é pra mim um dos chefes mais HARDCORE da história dos videogames. E mesmo sendo um adventure 2D, Demon’s Crest agradaria facilmente os fãs de RPG: há evolução – baseada em coleta em itens, a exemplo de Metroid – e a idéia de obter uma habilidade numa fase pra abrir uma nova possiblidade em outra é um tanto próxima do conceito de quest.
Mas então, agora que esse pequeno dossiê terminou, vamos ao ponto: CAPCOM, CADÊ O FIREBRAND?

Cadê? Cadê? Cadê?
Quinze anos se passaram desde a criação do jogo, e para nós fãs só essa perguntou ficou. Depois do Demon’s Crest parece que a Capcom simplesmente esqueceu Firebrand, e ele virou um belo exemplo de personagem MUITO SUBESTIMADO. Poderiam até ter feito um remake com a adição de alguns vídeos em CG, do jeito que a Square (L) fez com Final Fantasy (L), mas nem nisso eles pensaram. E tenho certeza que não sou o único que acho isso tudo; petições online são inúteis, mas vale citar aqui uma chamada Revive Firebrand, com… bem, só 799 assinaturas. Blah…
É sabido que hoje em dia jogos de ação 3D viraram uma boa mina de ouro. A própria Capcom aprendeu isso sorrindo depois de vender muito e arrumar uma legião de fãs pra Onimusha e Devil May Cry. Então, porque não fazer o mesmo com a turma dos demônios de Demon’s Crest. Não é verdade que a arquitetura gótica e a trilha sonora do jogo ficariam sensacionais com os com a potência gráfica e sonora de um PS2? Ou melhor ainda, de UM PS3. Ou podem até fazer um novo jogo mantendo o estilo gráfico e a visão 2D das eras passadas, como fizeram com o Megaman 9.
Certamente idéias pra adaptar o jogo às novas eras não faltariam. Já que a supracitada petição online não funciona, vou continuar torcendo pra chegar o dia que alguém na Capcom tenha um lampejo de inspiração e dê a idéia: “Ei, pessoal, POR QUE NÃO FIZEMOS AINDA UM NOVO DEMON’S CREST?”. Mas se nunca mais fizerem… bem, pelo menos vão continuar fazendo Megaman, DMC e Street Fighter!
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#Fontes: Wikipedia e comunidade no Orkut.


