A quarta feira dessa semana era pra ser um dia comum se não rolasse uma coincidência épica que resultou num pequeno intercâmbio cultural. Era pra ser um dia comum; às 5 da tarde saí pras aulas do preparatório pro concurso do Ministério da Fazenda (aulas que tô gostando, por sinal). Tive que ficar aprox. 1 hora dentro do Transcol andar e alguns minutos na chuva para chegar ao curso… e saber que a professora passou mal e não pôde dar a aula. FAIL!
Mas tudo bem, dei meia volta, fui pro terminal e peguei meu ônibus. E é aí que o dia fica bem atípico mesmo, porque assim que eu cheguei em casa sabe o que eu achei além de minha família? DOIS DINAMARQUESES.
Jaaa, to danskere i mit hus! Um jovem casal de dinamarqueses, Jan Jensen e Stine Maria Birkeholm, tomando uma sopa que meu pai preparou, prontos para ouvirem um nerd viciado em línguas (a.k.a. EU) que logo chegaria perguntando Er du fra Danmark? (Você é da Dinamarca?). Mas ora bolas, como teriamchegado cá em casa?
Bem, começou quando eles decidiram sair de Aalborg pra vir pra América do Sul. Para que? MOCHILAR! Estiveram na Bolívia, no Chile, no Equador, e entre tantas caronas que conseguiram no Brasil, uma delas veio pro terminal de carga rodoviária da Serra. Lá conseguiram uma carona pra Bahia, mas que só ia partir um dia depois, e então iam acabar dormindo no posto. Mas meu pai, um dos funcionários de lá, gentilmente convidou pra ir à casa dele e dormir lá – provavelmente ele deve ter pensando também no quanto eu gostaria de trocar uma idéia com gente da Europa, haha.
E daí voltamos à cena da cozinha, da sopa e do nerd ‘chutando’ frases em dinamarquês. Feitas as devidas apresentações, passamos um bom tempo na mesa numa conversa maneira sobre a viagem deles, a Dinamarca, o calor daqui, o frio de lá, os lugares maneiros que eles viram (inclui Machu Picchu), tudo num português carregadíssimo de sotaque e misturado com espanhol, mas ainda assim muito. Nas bagagem se incluía um violino, um um clarinete, um violão, roupas (óbvio, duuh…), malabares e artesanatos que a Stine vendia pra juntar uns trocados a mais. Tão bacanas que até duvido daquela história de “blá blá blá nórdicos são frios”.
Daí passou a noite, veio o outro dia, tomamos café, tiramos uma foto de lembrança e eles se despediram do pessoal daqui. Depois, levei eles de volta ao pátio dos transportadores e esperei com eles até que deu meio-dia e decidi voltar pra casa. Me despedi, ganhando uma pulseira da presente a Stine, e voltei. Mais tarde, já bem depois, soube que já tinha ido para Bahia. Planejam mais 3 meses no Brasil e depois voltam pra Dinamarca. Deixaram e-mail pra comunicar!

Stine e Jan são os loiros. E eu saí mal na foto...
Antes que esqueça, Danskere i mit hus = Dinamarqueses na minha casa. Em dinamarquês.


