Porque ainda não falei da minha viagem pra SP nesse humilde blog? Mesmo com um atraso de um mês, ainda quero compartilhar com meus poucos a parte central, o que motivou a pegar um avião pra ir pro coração do Brasil: Deftones.
Eu pago pau pro som do Deftones, e especialmente por causa deles eu banquei toda essa viagem de dois dias. Não me arrependo, valeu cada centavo, cada hora de cansaço e cada grão de poeira da chácara do Jóquei que adentrou em meu nariz naquele 07 de novembro.
Estava marcado pra eles começarem às 5 e 40, mas eu já estava lá antes, a tempo de pegar as 4 últiams músicas do show do Sepultura. Lembro que Roots era uma delas, e Refuse/Resist também. Mas enfim, estava lá por causa dos ‘Tones. E terminado o show do Sepul, rodei um pouco; estava fotografando, vendo como era o evento, parei pra conversar com dois meninos que foram de Itajubá pra lá. Já próximo do momento que eu esperava, fui comprar um sanduíche natural. Lamentei por não ter mais dinheiro, mas é bem feito, já que eu não tinha resistido e comprei uma camisa e 3 álbuns na Galeria do Rock antes de ir pro Maquinaria. A camisa é do Deftones, claro, porque eu estava lá por causa deles.
Então, comendo meu sanduíche, percebi que o público aglomerou perto do palco, e com o sanduíche na mão e mochila nas costas, fui pra lá, porque era a hora: Chino, Stephen, Abe, Frank e Sergio já estavam no palco!
A partir daqui, não sigo mais a ordem, porque eu sei quais foram todas as músicas que tocaram, mas quem disse que consigo lembrar ordem certa? A primeira música foi uma NOVA, com o título provisório de Rocket Skates, que me deixou uma ótima impressão. Depois dela, vieram aquelas que a gente já conhece, e dosando muito bem as fases da banda. Da fase mais “pula-pula”, fizeram a geral pular, bater cabeça e “ciscar” com 7 Words, Lotion, Head Up, Nosebleed, Around the Fur, Root e a pesadíssima Elite.
Entre as mais ‘melodiosas’ se fez o melhor do show, a começar com a clássica My Own Summer, que detonou a garganta do público que gritava “Shove it! Shove it!” junto com Chino. Em Hexagram, única do quarto álbum que estava no set, Chino foi pra junto do público da pista premium. Beware e Hole in the Earth representaram com louvor o quinto álbum. Feiticeira fez parte do set provavelmente por ser um show no Brasil. E Be Quiet And Drive foi outra clássica do segundo álbum que fez o público gritar.
Mas o ápice mesmo talvez tenha sido em 3 músicas do White Pony. Uma delas foi até uma surpresa, Passenger, que foi perfeita mesmo sem participação do Maynard, do Tool, que canta parte dela no álbum. E outra foi Knife Prty, que nos fez acompanhar o Chino gritando “Go get your knife! And come in.”
E CHANGE então? Nem se fala, um momento mágico. Aquela tão bela música que tantas vezes me fez pirar em casa, ali, ao vivo, e comigo lá, cantando junto com todos: “And I watched a change in you.. it’s like you never had wings”. Ela sim, foi uma das mais esperadas de todo o show. Sim, não nego que senti falta da minha querida Minerva. Mas também confesso que não senti falta da Back to School. Mas quem sem importa? De qualquer jeito, foi um setlist bem elaborado.
Terminado o show, com 7 Words, ainda fiquei lá até as 10 e poucos da noite, tendo tempo de pegar o show do Jane’s Addiction e umas 5 músicas do show do Faith no More. Foram ótimos shows, mas não eram o meu foco. Afinal, lá estava eu pelos Deftones.





















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