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Ô padaria danada…

14 Julho, 2009

Sabe aquela história de que a competição estimula o mercado e ajuda quem consome? Nada de tão complexo, a grosso modo: uma empresa, querendo vender mais que a concorrente, procura produzir com mais qualidade e/ou diminuir o preço. Daí favorece o consumidor, que pode comprar um produto melhor e/ou mais barato, fazendo a economia girar. Um tanto simples, não? Pois bem, eu não consigo parar de pensar que o dono da ÚNICA padaria do bairro tá precisando de uma boa concorrência.

Bem, vem decepcionando a clientela há tempos! Talvez por ser a única padaria do bairro eles acham que não precisam se preocupar muito com a qualidade, já que o pessoal do bairro deve ser preguiçoso o bastante pra preferir comprar pão RUIM e ATRASADO no lugar de andar mais um pouco e caçar uma padaria melhor.

Porra, é uma sacanagem! Você, brasileiro, sabe que é comum no seu dia a dia acordar cedo e encontrar pão fresquinho pro café da manhã. Pois então, acordei ontem cedinho, tinha que ir pra Açotec trocar uma idéia com meus futuros empregadores às 9 da manhã. Daí que era aprox. 7:30 e eu fui lá. Tinha pão? NÃO! Falaram pra esperar uns 10 min. Esperei quase 20 e desisti. Tomar no… ter que ir fazer entrevista SEM o café da manhã…
Mas ok, passei a manhã na empresa, voltei pra casa, almocei, e deixei o dia fluir. Daí veio a hora do café da tarde, fui lá de novo. Adivinha? SEM PÃO DE SAL, acabei levando de doce. Final Feliz? Não. Dá pra imaginar a surpresa quando eu cheguei e tirei do saquinho um pãozinho com… manchinhas verdes? MOFO, BOLOR, FUNGI no meu pão. Fui lá trocar, e ainda assim voltei com pãezinhos de sal não tão bons, mas pelo menos toleráveis…

PQP, precisam urgentemente de concorrência. Ter que ir na padaria lá perto do São Jose é tenso. Pelo menos lá o pão É DIGNO.

O pão de cada dia nos dai hoje. Menos na [b]Padaria da Família[/b]...

O pão de cada dia nos dai hoje. Menos na Padaria da família...

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Oh, Firebrand, where art thou?

26 Junho, 2009
Firebrand vs. Somulo. FIGHT!

Firebrand vs. Somulo. FIGHT!

É fato que eu sou entusiasta de videogames. É fato também que eu fiquei “preso” na era 16 bits. Claro que há jogos excelentes nos videogames que vieram depois (PlaysStation que o diga!),  mas até hoje eu sou marcado pelo Super Nintendo que eu tive e pelo Mega Drive que meu primo tinha, e por isso agradeço aos céus pelos emuladores. Foi com eles que encontrei relíquias da era 16 bits que eu não conseguia encontrar nem em Ipatinga e nem em Fabriciano quando eu ainda tinha meu SNES. Uma dessas relíquias é o assunto do post: Demon’s Crest – também conhecido pelo nome da versão japonesa, Demon’s Blazon.
Pra quem não lembra ou conhece, conta a história de Firebrand, um demônio que vivia num mundo onde segundo a lenda haviam 5 emblemas mágicos, que reunidos fariam aparecer mais um sexto emblema que daria poder infinito. Ocorre que durante a busca por eles Firebrand foi gravemente ferido na luta com o dragão Somulo, e daí veio Phalanx, inimigo de Firebrand, que aproveitou para roubar dele os emblemas que então ele havia encontrado. Com apenas um pedaço do emblema do fogo Firebrand recomeça a busca, e aí se segue a a história do jogo.
Mas claro que numa boa obra da Capcom a história não é o único atrativo. Demon’s Crest têm também uma das melhores trilhas sonoras, com seus temas sombrios, muito similares àqueles comspostos com órgãos, que sempre caem bem em histórias que envolvem monstros e estética sombria. Além de ser um jogo deveras agradável pra quem curte uma dificuldade, porque se por um lado alguns chefes são fáceis, por outro lado há também o Dark Demon, que é pra mim um dos chefes mais HARDCORE da história dos videogames. E mesmo sendo um adventure 2D, Demon’s Crest agradaria facilmente os fãs de RPG: há evolução – baseada em coleta em itens, a exemplo de Metroid – e a idéia de obter uma habilidade numa fase pra abrir uma nova possiblidade em outra é um tanto próxima do conceito de quest.

Mas então, agora que esse pequeno dossiê terminou, vamos ao ponto: CAPCOM, CADÊ O FIREBRAND?

Cadê? Cadê? Cadê?

Cadê? Cadê? Cadê?

Quinze anos se passaram desde a criação do jogo, e para nós fãs só essa perguntou ficou. Depois do Demon’s Crest parece que a Capcom simplesmente esqueceu Firebrand, e ele virou um belo exemplo de personagem MUITO SUBESTIMADO. Poderiam até ter feito um remake com a adição de alguns vídeos em CG, do jeito que a Square (L) fez com Final Fantasy (L), mas nem nisso eles pensaram.  E tenho certeza que não sou o único que acho isso tudo; petições online são inúteis, mas vale citar aqui uma chamada Revive Firebrand, com… bem, só 799 assinaturas. Blah…

É sabido que hoje em dia jogos de ação 3D viraram uma boa mina de ouro. A própria Capcom aprendeu isso sorrindo depois de vender muito e arrumar uma legião de fãs pra Onimusha e Devil May Cry. Então, porque não fazer o mesmo com a turma dos demônios de Demon’s Crest. Não é verdade que a arquitetura gótica e a trilha sonora do jogo ficariam sensacionais com os com a potência gráfica e sonora de um PS2? Ou melhor ainda, de  UM PS3. Ou podem até fazer um novo jogo mantendo o estilo gráfico e a visão 2D das eras passadas, como fizeram com o Megaman 9.

Certamente idéias pra adaptar o jogo às novas eras não faltariam. Já que a supracitada petição online não funciona, vou continuar torcendo pra chegar o dia que alguém na Capcom tenha um lampejo de inspiração e dê a idéia: “Ei, pessoal, POR QUE NÃO FIZEMOS AINDA UM NOVO DEMON’S CREST?”. Mas se nunca mais fizerem… bem, pelo menos vão continuar fazendo Megaman, DMC e Street Fighter!

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#Fontes: Wikipedia e comunidade no Orkut.

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Danskere i mit hus!

17 Abril, 2009

A quarta feira dessa semana era pra ser um dia comum se não rolasse uma coincidência épica que resultou num pequeno intercâmbio cultural. Era pra ser um dia comum; às 5 da tarde saí pras aulas do preparatório pro concurso do Ministério da Fazenda (aulas que tô gostando, por sinal). Tive que ficar aprox. 1 hora dentro do Transcol andar e alguns minutos na chuva para chegar ao curso… e saber que a professora passou mal e não pôde dar a aula. FAIL!

Mas tudo bem, dei meia volta, fui pro terminal e peguei meu ônibus. E é aí que o dia fica bem atípico mesmo, porque assim que eu cheguei em casa sabe o que eu achei além de minha família? DOIS DINAMARQUESES.

Jaaa, to danskere i mit hus! Um jovem casal de dinamarqueses, Jan Jensen e Stine Maria Birkeholm, tomando uma sopa que meu pai preparou, prontos para ouvirem um nerd viciado em línguas (a.k.a. EU) que logo chegaria perguntando Er du fra Danmark? (Você é da Dinamarca?). Mas ora bolas, como teriamchegado cá em casa?

Bem, começou quando eles decidiram sair de Aalborg pra vir pra América do Sul. Para que? MOCHILAR! Estiveram na Bolívia, no Chile, no Equador, e entre tantas caronas que conseguiram no Brasil, uma delas veio pro terminal de carga rodoviária da Serra.  Lá conseguiram uma carona pra Bahia, mas que só ia partir um dia depois, e então iam acabar dormindo no posto. Mas meu pai, um dos funcionários de lá,  gentilmente convidou pra ir à casa dele e dormir lá – provavelmente ele deve ter pensando também no quanto eu gostaria de trocar uma idéia com gente da Europa, haha.

E daí voltamos à cena da cozinha, da sopa e do nerd ‘chutando’ frases em dinamarquês. Feitas as devidas apresentações, passamos um bom tempo na mesa numa conversa maneira sobre a viagem deles, a Dinamarca, o calor daqui, o frio de lá, os lugares maneiros que eles viram (inclui Machu Picchu), tudo num português carregadíssimo de sotaque e misturado com espanhol, mas ainda assim muito. Nas bagagem se incluía um violino, um um clarinete, um violão, roupas (óbvio, duuh…), malabares e artesanatos que a Stine vendia pra juntar uns trocados a mais. Tão bacanas que até duvido daquela história de “blá blá blá nórdicos são frios”.

Daí passou a noite, veio o outro dia, tomamos café, tiramos uma foto de lembrança e eles se despediram do pessoal daqui. Depois, levei eles de volta ao pátio dos transportadores e esperei com eles até que deu meio-dia e decidi voltar pra casa. Me despedi, ganhando uma pulseira da presente a Stine, e voltei. Mais tarde, já bem depois, soube que já tinha ido para Bahia. Planejam mais 3 meses no Brasil e depois voltam pra Dinamarca.  Deixaram e-mail pra comunicar!

Stine e Jan são os loiros. E eu saí mal na foto...

Stine e Jan são os loiros. E eu saí mal na foto...

Antes que esqueça, Danskere i mit hus = Dinamarqueses na minha casa. Em dinamarquês.

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Rueslåtten.

19 Fevereiro, 2009

Porque tão só?
Aqui podes descansar
Ponha tua cabeça sobre meu peito (…)

Porque to só?
Te darei refúgio
Te confortar, te carregar através de nossas vidas.

Why So Lonely – The 3rd and the Mortal

Já ouviram The 3rd and the Mortal? Não? Pois é, é o que a maioria responde, quase ninguém conhece essa banda. Mas o lance aqui não é falar sobre ela, e sim sobre uma peça importante de sua história: Kari Rueslåtten, pessoas. Ela é uma compositora e cantora norueguesa, 36 aninhos, ruiva e, porque não dizer, deveras bonita (!). Mas o seu maior charme para este entusiasta que vos fala é a doçura da voz dela. Tão boa artista que me faz pensar “P***a, ninguém sabe que ela existe? :S”. É isso, Kari é o tipo de artista que faz música boa de fato, mas… é subestimada e não tem a atenção que merece pelo bom trabalho.

Pior que isso vem desde 1994, quanto ela cantou no Tears Laid in Earth, primeiro disco do The 3rd and the Mortal. Pois bem, a banda é considerada importante entre as de doom/gothic metal, sendo uma das pioneiras a ter só vocais femininos suaves, estilo Liv Kristine, sem nenhum masculino gutural ou limpo, e depois viria até a influenciar, por exemplo, Tuomas Holopainen e a criação do Nightwish. Mas aí entra a história de ser subestimada e… bom, é difícil encontrar alguém que conheça o TTATM.

No fim das contas o Tears Laid in Earth foi o primeiro e único álbum onde Kari participou da banda. Todos os músicos mandam bem aqui, o álbum é bom por completo mas, considerando só a parte da Kari, o destaque é a primeira música; em Vandring não tem nada além da voz dela. Quase lírica. Delícia de ouvir! :D

Mas e depois de sair da banda? Aí vem o Storm, meninos & meninas! Durou só um álbum, chamado Nordavind;  foi um projeto de folk metal que juntou ela e dois nomes grandes do Black Metal, o Satyr, do Satyricon, e o Fenriz, do Darkthrone. Mas essa parte eu pulo, porque não ouvi o som do Storm ainda, e vou direto pra carreira solo.

E aí vem de novo a questão dela ser desconhecida. Rodrigo Piolho, da coluna Piolhices e Afins do Omelete, escreveu:

Suas composições têm tudo para se tornar grandes sucessos, já que possuem uma qualidade infinitamente superior à grande maioria do pop rock que toca nas rádios, mas, mesmo assim, o trabalho da moça continua sumariamente ignorado.(…) …flerta mais com o pop do que qualquer outra coisa. Mas um pop classudo e com uma qualidade indiscutível.

Concordo MUITO. Kari tá aí, na ativa, fazendo um som que tem um bom potencial pra tocar em rádios, ou ser apresentado em programas de TV sobre música. Mas, contudo, entretanto, todavia, MTV’s e coisas do mesmo tipo ao redor do mundo nos enchem de Pop clichê e descartável que explora mais a imagem dos artistas do que seus dotes musicais, coisas como “Bitchney” Spears, por exemplo…

Eu sou suspeito pra falar porque dos álbuns da carreira solo dela eu só conheço dois, mas que foram suficientes pra provar o quanto é bom ouvir Kari. E também pra ter certeza que a Kari tá fazendo um trabalho TOTALMENTE fora do metal. Pilot é um deles; é mais alternativo, dizem até que é um tanto experimental, tendo trechos que lembram Tori Amos e Björk – aliás, Thaís até comentou certa vez que um pedaço de Snow foi tirado de um som da Tori. O outro é o mais recente e MEU PREFERIDO (!), Other People’s Stories, e nele também dá pra notar influência da Tori, de trip-hop (Ride, 7ª música do álbum, que  lembra a Army of Me da Björk) e até mesmo um pouco de rock (Push, 6ª música). Meu preferido em especial porque é o que passa mais emoção no conjunto da obra, a voz doce dela combinando com o clima das músicas e as letras sobre vida, sentimentos e coisas relacionadas. OPS é o álbum! :D

Atualmente Kari não tem dado sinal de vida, então o jeito é ficar na ansiedade e aguardar os primeiros sinais de um novo álbum – o Other People’s Stories é de 2005! Daí fico imaginando “Pô, e se até que enfim ela ficar famosa?”. Bom, eu não vou ficar com síndrome de underground. Até porque… imagina se a Kari fica famosinha por aqui? A idéia de um show dela no Brasil seria sensacional!

Pilot

Pilot

Mais na Wikipedia e no fansite chileno.

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[PÓS-EDIÇÃO] Quando fiz esse post acabei deixando alguns fatos pra trás. Esqueci de citar que a Kari também participou de algumas músicas do duo norueguês Rawthang. Outra coisa que esqueci é que além de cantar e compôr Kari também é psicológa, e já é mãe. De acordo com o fansite chileno em 2007 ela deu à luz uma menina, de nome Agnes!

[PÓS-EDIÇÃO II] Não poderia deixar de postar aqui alguns vídeos. São os clipes de Exile e Other People’s Stories, e 4 ao vivo: um de I Månens Favn, River em Moscou e duas relíquias de quando ela ainda trava como o 3rd and the Mortal, Sorrow e Death-Hymn. Pra quem quiser ver o 3rd&TM sem ela eu achei também um vídeo de Magma.

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Sebastião & Zé Nunes

5 Janeiro, 2009

Hoje eu venho aqui falar de Sebastião e Zé Nunes. Quem são?

Sebastião era enfermeiro, e reconhecido por ser dos bons. Conta-se também que era um homem deveras querido na cidade onde vivia. Amava muito sua esposa, Alice Maria. Até que um dia os anjos a levaram; veio a falecer no parto de uma menina, a mais nova de 7 irmãos. Tempos depois, o próprio Sebastião viria a falecer.

E aí Zé Nunes toma seu importante lugar na história, decidindo criar os 7 órfãos, além de seus próprios filhos. Hoje estão todos crescidos, maduros e bem criados, tendo seus filhos e netos.

Afinal, quem são Sebastião e Zé Nunes e porque falo deles aqui? Sebastião era Sebastião Pinheiro, meu avô, pai de meu pai. E Zé Nunes era marido de Conceição, irmã de Sebastião. Descobri essas histórias conversando com tia Maria Laura, da última vez que fui em Timóteo.

Manos, tenho grande orgulho dessa família!

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Fim de 2008.

25 Dezembro, 2008

Era pra eu fazer um post sobre umas descobertas familiares que fiz recentemente quando conversei com a tia Maria Laura, de Timóteo, but…

…preferi fazer um micro post pra compartilhar um pensamento que me passou aqui na cabeça: o fim de ano me parece estranho, cheio de coisas acontecendo de forma diferente e inusitada, mas ao mesmo tempo me parece que a ordem das coisas vai como deveria. Ou não, sei lá.

A bandeira da Letônia não tem absolutamente [b]nenhuma[/b] relação com o post. Está só porque alguém um dia teria que lembrar que este pais existe.

A bandeira da Letônia não tem absolutamente nenhuma relação com o post. Está aqui só porque alguém um dia teria que lembrar que este país existe.

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Topofilia.

25 Novembro, 2008

Topofilia é um termo relativo a Geografia, cunhado pelo geógrafo sino-americano Yi-Fu Tuan. Não adianta me perguntar o que é, por que não sei explicar, mas aqui eu quero interpretar essa palavra do modo mais simples possível: do grego topo (lugar) + philos (amor; afeição; ou algo relacionado). Objetivamente falando, a topofilia seria uma grande afeição de uma pessoa por um certo lugar.

Em parte, esse deve ser o meu problema. Eu vim pra cá, Vitória, procurando, entre outras coisas, um ambiente diferente, novas pessoas, contato com uma cultura alheia, e coisas assim. Mas eu sou um loser, afinal, porque sinto que sou tão apegado aos anos que vivi em Minas Gerais que isso me impede de me desenvolver aqui. Não tenho motivação, porque tudo aqui me parece desinteressante. Os amigos que posso fazer aqui me parecem menos interessantes que aqueles que já fiz em Minas. Os lugares e “rocks” que posso conhecer aqui me parecem menos interessantes que aqueles que já me acostumei a ir no Vale do Aço. Em suma, a vida aqui me parece um porre em comparação com aquela que teria na terra dos pãezinhos de queijo.

Culpa do lugar? Em parte, talvez, porque esperava que Vitória fosse ao menos tão legal quanto BH e não fosse uma cidade com corpo de capital e cabeça de vila do interior. Mas é óbvio que o problema sou eu mesmo, não é? Pessoas “descoladas” normalmente se adaptam perfeitamente bem quando mudam de cidade, ou de estado (meu caso), ou até de país. Mas eu não sou o que se pode chamar de “descolado”, muito pelo contrário.

Eu sei que mesmo querendo voltar pra MG eu ainda posso encontrar o meu lugar aqui na metrópole capixaba, mas vale lembrar que não há descoberta se eu não começar a tirar essa bunda gorda daqui de casa e levá-la pra conhecer o que há de cool aqui nesse lugar. Mas é justamente isso que me falta: ATITUDE. E não tenho atitude porque não tenho motivação.

I’m a loser.

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Mas… você vai ser professor?

13 Novembro, 2008

Letras é um belíssimo curso. É profissão dos sonhos para quem gosta de lidar com o estudo de línguas como eu. E, infelizmente, um curso vitimado por um certo preconceito. Sempre que digo que pretendo fazer Letras alguém se apressa a perguntar “Você vai ser professor?”. Daí me questiono, afinal, até que ponto essas pessoas entendem sobre o curso de Letras. Talvez se elas procurassem se informar mais a respeito, saberiam que a formação de letras não se resume a tornar-se professor de português, como normalmente pensam. Além do ato de lecionar, formandos em Letras podem trabalhar em jornais na parte de edição, correção de textos e tradução de notícias de fontes estrangeiras. Podem também trabalhar com a tradução de artigos e obras literárias estrangeiras. Tendo o devido conhecimento de alguma língua estrangeira, podem ser intérpretes. E claro, podem vir a se tornar pesquisadores, ainda que isso seja uma tarefa mais árdua no nosso país.

Mas o que realmente me deixa um tanto indignado é que as pessoas subestimam a tarefa de lecionar. Quando vêm me perguntar se vou me tornar um professor, o fazem com um certo tom de desprezo, como se a profissão fosse algo de pouca importância. Mas não é. Professor é uma profissão que que deveria ser mais valorizada, tendo em vista que , em toda história da humanidade, eles foram peça fundamental no nosso progresso. Familiares normalmente enchem a boca para falar sobre profissões que, segundo o imaginário popular, são as que estão ‘na moda’ e dão mais dinheiro e status: engenheiro, médico, arquiteto, advogado, entre outras. Mas o que seriam deste profissionais se não existisse professores para ensiná-los a exercer seu ofício? O que seria da arte e da ciência do mundo moderno se os professores não existissem para levar o conhecimento adiante?

Tal desvalorização dos professores é reflexo da forma como as autoridades e até mesmo o povo tratam a educação brasileira. O governo pouco cuida das escolas responsáveis por nossa formação. Os pais, por sua vez, se mostram um tanto desleixados, tendo pouca participação na vida escolar de seus filhos, que conseqüentemente se tornam alunos desestimulados. Forma-se aí um ambiente onde a educação, fundamental, passa a se tornar algo secundário, sem a devida importância.

Como exemplo, o caso das Letras, em particular. Na educação básica, não tratam nossa língua e literatura com a devida atenção. Crescidos, os alunos que não aprenderam a se relacionar com a própria língua tratam o estudo da linguagem como algo desnecessário, algo que não faz diferença.

Até quando nosso sistema educacional sofrerá com tanto descaso?

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Como alguns talvez vão notar, esse é um texto que eu chupinhei descaradamente de… mim mesmo. Antes de apagar TODAS as fotos do meu Fotolog (exceto a última, que deixei lá justamente pra comunicar o fim do mesmo), salvei esse texto que tinha escrito num post do início do ano para poder publicar aqui.

Na verdade, eu queria mesmo era escrever algo novo aqui, sobre algumas das coisas que tem estado na minha cabeça nos últimos tempos – namoro, admiração pelo povo polonês, topofilia, entre outras coisas. Mas cadê a inspiração quando precisamos?

E já que o assunto tem a ver com educação, rola aí mais um pouco de etimologia: li em A Língua de Eulália, de Marcos Bagno, que educação vem do latim “ex (fora de) + duco (conduzir)“, algo como ‘tirar‘, ‘pôr para fora‘, sendo nesse caso algo como ‘obter do aluno o melhor resultado possível’.

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Flores.

23 Agosto, 2008

Entre vidas e flores.
Flores nascem…
Humanos nascem…
Flores e humanos morrem…
E todas as minhas pétalas cairão em terra
Quando vocês se forem
Que tuas almas estejam sempre ao meu lado.
Sinto a tristeza
Como um jardim morto
Sem flores, sujo, podre, sangrento, sem cor
Onde a vida encontra seu fim.
Flores…
Tão belas e fascinantes, cativam minha atenção…
Síntese das minhas metáforas sobre o viver
Um aroma que se faz em meus caminhos
Entre glórias e desgraças.
São nossas vidas
Como a luz do sol engrandece as flores
Guardo os afetos e compaixões em meu espírito
Entre o calor dos sorrisos
Uma flor vive
Uma flor morre…
Enquanto viva, encanta-nos com tua beleza.

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Costuma-se esperar que o primeiríssimo post de qualquer blog seja algo tipo “Sejam bem-vindos”, explicando o que é o blog e qual é o propósito dele. Preferi pular essa parte. E como estou sem idéias pra fazer um post mais original, desenterrei do fundo do baú esse poema que tinha escrito há 3 anos atrás e cheguei a postar certa vez em meu fotolog – note que eu mudei apenas uma palavra.
Quando o escrevi eu tinha em mente a idéia de fazer um poema, digamos, gótico. Isso porque na época eu e Lucas [grande amigo!] tínhamos aquela visão TOTALMENTE estereotipada do que é ’ser gótico’: andar de roupa preta, ir em cemitérios, adotar vinho como bebida-ícone, ouvir coisas como Tristania e… fazer poesia supostamente triste e/ou depressiva.No fim das contas, acho que não demoramos muito pra amadurecer e descobrir que ‘gótico’ na verdade se refere a um idioma e aos bárbaros que o falavam há milhares de anos atrás, e por isso não tem a ver com essa onda de ‘darkwaves’ que vem dos anos 80 até hoje.
Mas enfim, voltando ao poema… ah, interpretem como quiser, mas deixe me dar uma idéia objetiva: relaciono-o com a importância da amizade.

E, bem, devo dizer, em várias línguas: Welcome! Verið velkomin! Witamy! Tervetuloa! BEM-VINDOS!

[Sim, vai ter muito da minha tradicional chatice lingüística nesse blog]