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E eu vejo uma mudança em você.

11/12/2009

Porque ainda não falei da minha viagem pra SP nesse humilde blog? Mesmo com um atraso de um mês, ainda quero compartilhar com meus poucos a parte central, o que motivou a pegar um avião pra ir pro coração do Brasil: Deftones.

"And the crowd goes wild..."

Eu pago pau pro som do Deftones, e especialmente por causa deles eu banquei toda essa viagem de dois dias. Não me arrependo, valeu cada centavo, cada hora de cansaço e cada grão de poeira da chácara do Jóquei que adentrou em meu nariz naquele 07 de novembro.

Estava marcado pra eles começarem às 5 e 40, mas eu já estava lá antes, a tempo de pegar as 4 últiams músicas do show do Sepultura. Lembro que Roots era uma delas, e Refuse/Resist também. Mas enfim, estava lá por causa dos ‘Tones. E terminado o show do Sepul, rodei um pouco; estava fotografando, vendo como era o evento, parei pra conversar com dois meninos que foram de Itajubá pra lá. Já próximo do momento que eu esperava, fui comprar um sanduíche natural. Lamentei por não ter mais dinheiro, mas é bem feito, já que eu não tinha resistido e comprei uma camisa e 3 álbuns na Galeria do Rock  antes de ir pro Maquinaria. A camisa é do Deftones, claro, porque eu estava lá por causa deles.

Então, comendo meu sanduíche, percebi que o público aglomerou perto do palco, e com o sanduíche na mão e mochila nas costas, fui pra lá, porque era a hora: Chino, Stephen, Abe, Frank e Sergio já estavam no palco!

A partir daqui, não sigo mais a ordem, porque eu sei quais foram todas as músicas que tocaram, mas quem disse que consigo lembrar ordem certa? A primeira música foi uma NOVA, com o título provisório de Rocket Skates, que me deixou uma ótima impressão. Depois dela, vieram aquelas que a gente já conhece, e dosando muito bem as fases da banda. Da fase mais “pula-pula”, fizeram a geral pular, bater cabeça e “ciscar” com 7 Words, Lotion, Head Up, Nosebleed, Around the Fur, Root e a pesadíssima Elite.

Entre as mais ‘melodiosas’ se fez o melhor do show, a começar com a clássica My Own Summer, que detonou a garganta do público que gritava “Shove it! Shove it!” junto com Chino. Em Hexagram, única do quarto álbum que estava no set, Chino foi pra junto do público da pista premium. Beware e Hole in the Earth representaram com louvor o quinto álbum. Feiticeira fez parte do set provavelmente por ser um show no Brasil. E Be Quiet And Drive foi outra clássica do segundo álbum que fez o público gritar.

Mas o ápice mesmo talvez tenha sido em 3 músicas do White Pony. Uma delas foi até uma surpresa, Passenger, que foi perfeita mesmo sem participação do Maynard, do Tool, que canta parte dela no álbum. E outra foi Knife Prty, que nos fez acompanhar o Chino gritando “Go get your knife! And come in.”

E CHANGE então? Nem se fala, um momento mágico. Aquela tão bela música que tantas vezes me fez pirar em casa, ali, ao vivo, e comigo lá, cantando junto com todos: “And I watched a change in you.. it’s like you never had wings”. Ela sim, foi uma das mais esperadas de todo o show. Sim, não nego que senti falta da minha querida Minerva. Mas também confesso que não senti falta da Back to School. Mas quem sem importa? De qualquer jeito, foi um setlist bem elaborado.

Terminado o show, com 7 Words, ainda fiquei lá até as 10 e poucos da noite, tendo tempo de pegar o show do Jane’s Addiction e umas 5 músicas do show do Faith no More. Foram ótimos shows, mas não eram o meu foco. Afinal, lá estava eu pelos Deftones.

"Now you feel... so alive"

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Akarok. Ég vil. Ich will.

31/10/2009

Akarok. Ég vil. Ich will. Yo quiero. Io voglio. Eu quero.

Eu quero ir além, dos meus dias e de mim mesmo.
Quero fugir da realidade e provar a mim que o mundo vai muito além do que eu conheço.
Quero conhecer, e saber.
Quero experimentar.
Quero trabalhar e descansar e trabalhar e descansar.
Quero inspiração e amor, para mudar o que puder a partir do início de tudo: as mentes.
Quero música, e imagens, e paladares.
Quero viver.

Minä haluan. Jag vil. Eu vreau. Chcę. Я хочу. Eu quero.

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Algo sobre países interessantes: Lituânia.

04/10/2009

Há tempo que queria escrever sobre algum país desses que quase ninguém lembra, mas são interessantes pra mim, mesmo que eu não conheço muito. Mas qual? LIETUVA!

Lietuvos Republika. Ou República Lituana.

Lietuvos Republika. Ou República Lituana.

Mas por que Lituânia? Na hora de escolher eu me lembrei do Rodrigo. Quem? Vou apresentar: Rodrigo, lá de SP (capital!), é um grande companheiro de N conversas sobre N línguas estrangeiras. No meio dessas conversas fatalmente falamos sobre Lituânia, pois ele tem sangue lituano na veia, afinal! É neto da senhora Emilia Makonis, nativa da capital, Vilna (Vilnius, em lituano). Labas, Rodrigo!

Quem conhece sabe: a Lituânia é um país báltico, porque… é do lado do mar Báltico, duh! Mas também faz fronteira com a Rússia – que já mandou no território lituano na época da Guerra Fria – com a Polônia ao sul, com a Letônia ao norte e com o território russo de Kaliningrado ao leste. Tem população de cerca de 3,5 milhões de pessoas, sendo uma delas obviamente a atual presidente, Dalia Grybauskaitė, primeira presidente mulher da Lituânia. A capital é a supracitada Vilna, também maior cidade desse país onde também podemos visitar Klaipėda (em alemão chamada de Memel), Kaunas, Ukmergė e mais um monte. É país de presença ativa na UE, e provavelmente por isso a capital também foi escolhida como Capital Cultural Européia do ano 2009, junto com a austríaca Linz.

Vilna!

Vilna!

Lietuvių kalba.
A língua lituana.

É lógico, óbvio, evidente que eu falaria sobre a LÍNGUA, que é uma das oficiais da União Européia. Afinal, meu primeiro contato com a Lituânia mesmo foi através da minha curiosidade por línguas, que me levou a achar algumas palavras em lituano. Pra ter uma idéia, lituano e letão são consideradas duas das línguas mais conservadas, mantendo muita coisa das raízes proto-indo-européias. Como disse Antoine Meillet:

Qualquer um que deseje ouvir como os indo-europeus falavam deveria vir e ouvir um camponês lituano.

Há uma semelhança com o polonês: os 7 casos de declinação são os mesmos, o que se deve explicar pela origem em comum, já que ambas vem do ramo balto-eslávico. Há dois dialetos do lituano: o de Aukstaitia e o da Samogícia. É uma língua deveras interessante!

Lietuviai į Braziliją.
Lituanos no Brasil.

Vez ou outra a mídia mostra uma porrada de reportagens sobre imigrantes italianos, alemães e japoneses no Brasil. E lituanos?
Diz-se que o primeiro lituano que veio pro Brasil foi o coronel Andrius Visteliauskas, que veio ajudar a galera do Brasil na guerra do Paraguai. Depois, em 1890, um grupo de lituanos veio pro Brasil e se estabeleceu em Ijuí, bem lá no sul do Brasil. Depois, por volta de 1926, vieram mais cerca de 40 mil lituanos, muitos pra trabalhar em fazendas. Fundaram a cidade de Castro no Paraná. Em São Paulo, fizeram colônias em Ribeirão Preto, Araraquara, Colina e Barão de Antonina, e fundaram o bairro de Vila Zelina na capital – é o bairro da vó do Rodrigo!

Lietuva ir Lenkija.
Lituânia e Polônia.

Sabiam que Vilna (Wilno em polonês) a capital, já foi parte do território polonês? Isso porque Lituânia e Polônia já formaram uma vez um nação só. Em 1569 a União de Lublin juntou o Reino da Polônia e o Grão-Ducado da Lituânia em uma única nação, a chamada República das Duas Nações, que incluía também o território da atual Bielorrússia e da Letônia.
A União durou até 1795, quando foi apagada do mapa europeu. E em 1918 os dois países retomaram sua independência como duas nações separadas.

O Semeador de Estrelas, em Kaunas.

Há em Kaunas uma estátua interessante chamada de Semeador de Estrelas. De dia não faz muito sentido.

De dia, nada de mais.

De dia, nada de mais.

Mas o encanto da estátua se faz de noite!

De noite, semeando estrelas!

De noite, semeando estrelas!

Dudes, isso é só um resuminho do que é a Lituânia. Se interessem, pesquisem, conheçam essa terra!
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Os links das fontes estão praticamente todos no texto. Avisem se faltar algum.

Klaipėda
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Motivos pra esperar os 2 próximos meses.

20/09/2009

Outubro: Larissa aqui!

3 anos atrás e a foto continua atual.

3 anos atrás e a foto continua atual.

Baixinha de cabelos pretos, formada no JK em Informática Industrial, futura psicóloga (eu sabia!), dona de um sorriso bacana, inteligente e MUITO simpática.

Em todos os poucos posts desse blog eu acabei nem falando da Larissa. Mas, ah, cês não imaginam como ela é importante pra mim. E por isso que eu fiquei übersatisfeito quando ela avisou que vinha pra cá passar o feriado ali em Vila Velha!

Da última vez que trocamos uma idéia ela já tava com as passagens na mão, pra vir de ônibus, mas já faz um mês que ela tá planejando vir. Uma pena que ela vá ficar só 2 dias, e nem vai dar tempo de passar uma noite aqui com a gente e conhecer a galera daqui de casa. Ainda assim, depois de eu ir tantas vezes em MG quando eu era um à toa é bom receber uma visita dela aqui, agora que o trabalho tá comendo meu tempo e tá osso de ir pra lá de novo…

Larissa, seja bem-vinda!

Novembro: DEFTONES!

I think God is moving its tongue -  My Own Summer

"I think God is moving its tongue" - My Own Summer


SIM! Pela terceira vez aqui no Brasil. A diferença é que nas outras duas nem rolou – na primeira em 2001 eu nem conhecia, ne segunda eu era um desempregado. Mas agora que comecei a trabalhar eu tenho possibilidades REAIS de ir lá ouvir MINERVA, CHANGE, MY OWN SUMMER e mais uma porrada de delícias do new-metal/alternativo americano AO VIVO. E de quebra conhecer uma cidade que eu tô afim de conhecer há tempos. São Paulo, oras!

E é melhor arrumar o ingresso e as passagens antes que acabem, porque lugar pra ficar lá eu arrumo fácil. Perder o medinho de avião ajudaria também…

Deftones, sejam bem vindos, de novo!

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Working days.

12/08/2009

Desde a terça-feira da semana passada. Eu tenho acordado todos os dias às 5:30, e agora vou ter que começar a acordar às 4:30. Eu fui sub-utilizado no primeiro dia por um um cara que me disse “Tu pega uma vassoura e dá uma varrida daí” (o rapaz é catarinense, podem imaginar um sotaque igual o da Bozena, incluindo o “daí” no final). Eu chego em casa sujo e com um tremendo cansaço físico nas pernas e nas mãos. Eu tô sujeito a qualquer hora a perder alguns sábados pra fazer hora extra. Eu devo ficar uns bons meses sem ir à Ipatinga ou Belo Horizonte.

Mas não reclamo de nada disso. Importa é que mais experiência e independência vêm adiante, trutas!

A propósito, sabiam que trabalho vem do nome de um instrumento de tortura que usava três paus e em latim era chamado de… tripalium? Céus, essa é uma das etimologias mais feias que já vi! D:

Fiquei com preguiça de tirar foto com equipamento de segurança, então pelo menos me imaginem com um desses na cabeça.

Fiquei com preguiça de tirar foto com equipamento de segurança, então pelo menos me imaginem com um desses na cabeça.

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Top: melhores álbuns que o Lucas me arrumou!

28/07/2009

Taí, já fazia tempo que eu queria escrever algo sobre coisas legais que o Lucas passou pra eu ouvir. Hã, quem é o Lucas? Oras, vamos apresentar!

THIS is Lucas, note o tamanho do nariz, haha. Foto descaradamente roubada do Orkut do Muniz.

THIS is Lucas, note o tamanho do nariz, haha. Foto descaradamente roubada do Orkut do Muniz.

Lucas, o Skeeter, o Biro-Biro,  é um grande amigo, amigaço mesmo, chapa que conheci em Ipatinga quando a gente estudou na mesma sala de Mecatrônica lá no JK, numa ocasião que ele veio trocar uma idéia comigo porque eu tava com… err, uma camisa do Slipknot. Sim, eu já gostei de Slipknot, mas durou só pouco mais de um mês. Daí começamos a compartilhar gostos: ciência e MÚSICA. Muita música! É sério que já perdemos até muitos pontos nas aulas de português por ficar conversando de muzyka, haha!

Naquela época de ouro, como entusiastas de musique, a gente vivia indicando e apresentando bandas um pro outro. Mas no fim das contas ele foi o que cara que mais me arrumou CDS lotados de MP3 de muitas, muitas bandas, e por isso tá aqui esse post. Lucas foi um sujeito que ajudou bastante a moldar meu gosto musical com a bondade que ele tem até hoje baixar um porrilhão de coisas e gravar pra galera. Nesse porrilhão de coisas tem muita banda de metal sinfônico (o tal ‘gothic metal’, como a geral costuma chamar), folk, e outras coisas mais. Muitas outras coisas!

Sem mais delongas, vamos destacar alguns do álbuns bacanas que ele me passou, sem uma ordem específica. Acho que eu tenho o mesmo carinho por todos, haha! Não se esqueça de clicar nas capas se quiser mais informação.


Arcade Fire – Funeral

Uma vez, na casa dele, ele me falou que o Arcade Fire fazia um rock bonitinho e me mostrou um pedaço bonitinho da Wake Up. Não foi a amor a primeira ouvida, mas depois que ele gravou pra mim bastou ouvir umas 4 vezes pra me emocionar, me divertir e viciar em Crown of Love, Rebellion e Tunnels. E ter certeza que eles são a banda mais legal do Canadá!


Flowing Tears – Serpentine

Quando ele falou da banda pela primeira vez, eu era n00b e entendi “‘Following Tears’”, haha! Ele disse que o vocal da moça era diferente por ser mais grave que os vocais típicos de gothic metal (é vero!) e me arrumou dois álbuns. O Razorbliss também é bom, mas esse Serpentine… bastante empolgante, é não é chato que nem aquelas bandas de gothic que enfiam violino, coral, violoncelo e piano em tudo quanto é canto. Os riffs, a voz da Stephanie Duchene e as bobeirinhas eletrônicas aqui fazem um serviço bacana.


Paradise Lost – Draconian Times

É, dava pra pôr o Icon. Mas eu prefiro mesmo o Draconian Times, principalmente por causa de Enchantment, Hallowed Land e da superclássica Forever Failure. Fecha com chave de ouro a fase mais doom, antes deles partirem pra um som mais industrial. O que é foda é o fidamãe fazer invejinha porque ele tem esse álbum original… ¬¬


Rammstein – Mutter

Lucas me arrumou o Mutter num CD velho de guerra, todo ‘fuzilado’, mas que ainda rodava direito. O conteúdo? Desnecessário dizer que esse é o álbum preferido de pelo menos 90% dos fãs. Chuta bundas fazendo uma boa transição entre a fase mais industrial, dos 2 primeiros álbuns, e a fase atual, do Reise, Reise e do Rosenrot. Acho que foi a primeira de todas as bandas de industrial que nós gostamos. E olha que são muitas.


My Dying Bride – A Line of Deathless Kings

Toda vez que vou a BH eu costumo voltar com quilos de música que o Lucas me passa, e numa dessas vezes voltei com um DVD que tinha esse álbum do My Dying Bride. Só ele, mas foi o suficiente pra ter certeza: eles SÃO os REIS do doom metal, e não perderam a majestade mesmo uam década depois de lançar seus álbuns mais clássicos. Um álbum com riffs graves e pesados, vocais lamuriantes, sombrio como todo bom doom metal é.


Leaves’ Eyes – Lovelorn

Quando conhecemos o Leaves’ Eyes, conhecemos como “a banda da Mulher que canta com o Cradle of Filth em Nymphetamine”. Isso porque então nem eu nem Lucas sabíamos que a mulher em questão, Liv Kristine, era parte do Theatre of Tragedy! Aqui ela deixou o gothic/doom de lado, e foi fazer folk. Um bom folk por sinal, recomendado pra quem curte um som com influência nórdica.


System of a Down – Mezmerize & Hypnotize

Ok, fãs de SOAD, podem falar de Toxicity, mas pra mim o melhor do SOAD tá na dupla Mezmerize e Hypnotize. Nesses dois álbuns a criatividade deles foi usada com gosto, e deu num álbum que tem elementos de punk, hard rock, eletrônico (Old School Hollywood), folk, e outras coisas mais. E muito humor. Sim, humor, porque quando o Lucas baixou o álbum disse que eu ia rir bastante ouvindo Vicinity of Obscenity.


Diablo Swing Orchestra – The Butcher’s Ballroom

Super criativo! Criativo mesmo o que esse pessoal da Suécia faz! Misturam metal com jazz, com eletrônico, com música mexicana… ih, com um monte de coisa, e o resultado é um dos melhores álbuns do chamado “avant-garde metal”. E a vocalista é uma soprano muito boa, que felizmente sabe ser soprano sem Tarja.. digo, sem ser chata. Uma vez Lucas disse que eles já tavam pra lançar outro álbum. Tô esperando…

E bem, é isso. Tem mais coisa, com certeza, mas fui muito seletivo, e no fim das contas acabei pinçando só esses aí pra fazer esse Top 8. Talvez eu resolva atualizar o post depois e colocar mais alguns álbuns.

Salut, leitores!

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Ô padaria danada…

14/07/2009

Sabe aquela história de que a competição estimula o mercado e ajuda quem consome? Nada de tão complexo, a grosso modo: uma empresa, querendo vender mais que a concorrente, procura produzir com mais qualidade e/ou diminuir o preço. Daí favorece o consumidor, que pode comprar um produto melhor e/ou mais barato, fazendo a economia girar. Um tanto simples, não? Pois bem, eu não consigo parar de pensar que o dono da ÚNICA padaria do bairro tá precisando de uma boa concorrência.

Bem, vem decepcionando a clientela há tempos! Talvez por ser a única padaria do bairro eles acham que não precisam se preocupar muito com a qualidade, já que o pessoal do bairro deve ser preguiçoso o bastante pra preferir comprar pão RUIM e ATRASADO no lugar de andar mais um pouco e caçar uma padaria melhor.

Porra, é uma sacanagem! Você, brasileiro, sabe que é comum no seu dia a dia acordar cedo e encontrar pão fresquinho pro café da manhã. Pois então, acordei ontem cedinho, tinha que ir pra Açotec trocar uma idéia com meus futuros empregadores às 9 da manhã. Daí que era aprox. 7:30 e eu fui lá. Tinha pão? NÃO! Falaram pra esperar uns 10 min. Esperei quase 20 e desisti. Tomar no… ter que ir fazer entrevista SEM o café da manhã…
Mas ok, passei a manhã na empresa, voltei pra casa, almocei, e deixei o dia fluir. Daí veio a hora do café da tarde, fui lá de novo. Adivinha? SEM PÃO DE SAL, acabei levando de doce. Final Feliz? Não. Dá pra imaginar a surpresa quando eu cheguei e tirei do saquinho um pãozinho com… manchinhas verdes? MOFO, BOLOR, FUNGI no meu pão. Fui lá trocar, e ainda assim voltei com pãezinhos de sal não tão bons, mas pelo menos toleráveis…

PQP, precisam urgentemente de concorrência. Ter que ir na padaria lá perto do São Jose é tenso. Pelo menos lá o pão É DIGNO.

O pão de cada dia nos dai hoje. Menos na [b]Padaria da Família[/b]...

O pão de cada dia nos dai hoje. Menos na Padaria da família...

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Oh, Firebrand, where art thou?

26/06/2009
Firebrand vs. Somulo. FIGHT!

Firebrand vs. Somulo. FIGHT!

É fato que eu sou entusiasta de videogames. É fato também que eu fiquei “preso” na era 16 bits. Claro que há jogos excelentes nos videogames que vieram depois (PlaysStation que o diga!),  mas até hoje eu sou marcado pelo Super Nintendo que eu tive e pelo Mega Drive que meu primo tinha, e por isso agradeço aos céus pelos emuladores. Foi com eles que encontrei relíquias da era 16 bits que eu não conseguia encontrar nem em Ipatinga e nem em Fabriciano quando eu ainda tinha meu SNES. Uma dessas relíquias é o assunto do post: Demon’s Crest – também conhecido pelo nome da versão japonesa, Demon’s Blazon.
Pra quem não lembra ou conhece, conta a história de Firebrand, um demônio que vivia num mundo onde segundo a lenda haviam 5 emblemas mágicos, que reunidos fariam aparecer mais um sexto emblema que daria poder infinito. Ocorre que durante a busca por eles Firebrand foi gravemente ferido na luta com o dragão Somulo, e daí veio Phalanx, inimigo de Firebrand, que aproveitou para roubar dele os emblemas que então ele havia encontrado. Com apenas um pedaço do emblema do fogo Firebrand recomeça a busca, e aí se segue a a história do jogo.
Mas claro que numa boa obra da Capcom a história não é o único atrativo. Demon’s Crest têm também uma das melhores trilhas sonoras, com seus temas sombrios, muito similares àqueles comspostos com órgãos, que sempre caem bem em histórias que envolvem monstros e estética sombria. Além de ser um jogo deveras agradável pra quem curte uma dificuldade, porque se por um lado alguns chefes são fáceis, por outro lado há também o Dark Demon, que é pra mim um dos chefes mais HARDCORE da história dos videogames. E mesmo sendo um adventure 2D, Demon’s Crest agradaria facilmente os fãs de RPG: há evolução – baseada em coleta em itens, a exemplo de Metroid – e a idéia de obter uma habilidade numa fase pra abrir uma nova possiblidade em outra é um tanto próxima do conceito de quest.

Mas então, agora que esse pequeno dossiê terminou, vamos ao ponto: CAPCOM, CADÊ O FIREBRAND?

Cadê? Cadê? Cadê?

Cadê? Cadê? Cadê?

Quinze anos se passaram desde a criação do jogo, e para nós fãs só essa perguntou ficou. Depois do Demon’s Crest parece que a Capcom simplesmente esqueceu Firebrand, e ele virou um belo exemplo de personagem MUITO SUBESTIMADO. Poderiam até ter feito um remake com a adição de alguns vídeos em CG, do jeito que a Square (L) fez com Final Fantasy (L), mas nem nisso eles pensaram.  E tenho certeza que não sou o único que acho isso tudo; petições online são inúteis, mas vale citar aqui uma chamada Revive Firebrand, com… bem, só 799 assinaturas. Blah…

É sabido que hoje em dia jogos de ação 3D viraram uma boa mina de ouro. A própria Capcom aprendeu isso sorrindo depois de vender muito e arrumar uma legião de fãs pra Onimusha e Devil May Cry. Então, porque não fazer o mesmo com a turma dos demônios de Demon’s Crest. Não é verdade que a arquitetura gótica e a trilha sonora do jogo ficariam sensacionais com os com a potência gráfica e sonora de um PS2? Ou melhor ainda, de  UM PS3. Ou podem até fazer um novo jogo mantendo o estilo gráfico e a visão 2D das eras passadas, como fizeram com o Megaman 9.

Certamente idéias pra adaptar o jogo às novas eras não faltariam. Já que a supracitada petição online não funciona, vou continuar torcendo pra chegar o dia que alguém na Capcom tenha um lampejo de inspiração e dê a idéia: “Ei, pessoal, POR QUE NÃO FIZEMOS AINDA UM NOVO DEMON’S CREST?”. Mas se nunca mais fizerem… bem, pelo menos vão continuar fazendo Megaman, DMC e Street Fighter!

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#Fontes: Wikipedia e comunidade no Orkut.

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Danskere i mit hus!

17/04/2009

A quarta feira dessa semana era pra ser um dia comum se não rolasse uma coincidência épica que resultou num pequeno intercâmbio cultural. Era pra ser um dia comum; às 5 da tarde saí pras aulas do preparatório pro concurso do Ministério da Fazenda (aulas que tô gostando, por sinal). Tive que ficar aprox. 1 hora dentro do Transcol andar e alguns minutos na chuva para chegar ao curso… e saber que a professora passou mal e não pôde dar a aula. FAIL!

Mas tudo bem, dei meia volta, fui pro terminal e peguei meu ônibus. E é aí que o dia fica bem atípico mesmo, porque assim que eu cheguei em casa sabe o que eu achei além de minha família? DOIS DINAMARQUESES.

Jaaa, to danskere i mit hus! Um jovem casal de dinamarqueses, Jan Jensen e Stine Maria Birkeholm, tomando uma sopa que meu pai preparou, prontos para ouvirem um nerd viciado em línguas (a.k.a. EU) que logo chegaria perguntando Er du fra Danmark? (Você é da Dinamarca?). Mas ora bolas, como teriamchegado cá em casa?

Bem, começou quando eles decidiram sair de Aalborg pra vir pra América do Sul. Para que? MOCHILAR! Estiveram na Bolívia, no Chile, no Equador, e entre tantas caronas que conseguiram no Brasil, uma delas veio pro terminal de carga rodoviária da Serra.  Lá conseguiram uma carona pra Bahia, mas que só ia partir um dia depois, e então iam acabar dormindo no posto. Mas meu pai, um dos funcionários de lá,  gentilmente convidou pra ir à casa dele e dormir lá – provavelmente ele deve ter pensando também no quanto eu gostaria de trocar uma idéia com gente da Europa, haha.

E daí voltamos à cena da cozinha, da sopa e do nerd ‘chutando’ frases em dinamarquês. Feitas as devidas apresentações, passamos um bom tempo na mesa numa conversa maneira sobre a viagem deles, a Dinamarca, o calor daqui, o frio de lá, os lugares maneiros que eles viram (inclui Machu Picchu), tudo num português carregadíssimo de sotaque e misturado com espanhol, mas ainda assim muito. Nas bagagem se incluía um violino, um um clarinete, um violão, roupas (óbvio, duuh…), malabares e artesanatos que a Stine vendia pra juntar uns trocados a mais. Tão bacanas que até duvido daquela história de “blá blá blá nórdicos são frios”.

Daí passou a noite, veio o outro dia, tomamos café, tiramos uma foto de lembrança e eles se despediram do pessoal daqui. Depois, levei eles de volta ao pátio dos transportadores e esperei com eles até que deu meio-dia e decidi voltar pra casa. Me despedi, ganhando uma pulseira da presente a Stine, e voltei. Mais tarde, já bem depois, soube que já tinha ido para Bahia. Planejam mais 3 meses no Brasil e depois voltam pra Dinamarca.  Deixaram e-mail pra comunicar!

Stine e Jan são os loiros. E eu saí mal na foto...

Stine e Jan são os loiros. E eu saí mal na foto...

Antes que esqueça, Danskere i mit hus = Dinamarqueses na minha casa. Em dinamarquês.

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Rueslåtten.

19/02/2009

Porque tão só?
Aqui podes descansar
Ponha tua cabeça sobre meu peito (…)

Porque to só?
Te darei refúgio
Te confortar, te carregar através de nossas vidas.

Why So Lonely – The 3rd and the Mortal

Já ouviram The 3rd and the Mortal? Não? Pois é, é o que a maioria responde, quase ninguém conhece essa banda. Mas o lance aqui não é falar sobre ela, e sim sobre uma peça importante de sua história: Kari Rueslåtten, pessoas. Ela é uma compositora e cantora norueguesa, 36 aninhos, ruiva e, porque não dizer, deveras bonita (!). Mas o seu maior charme para este entusiasta que vos fala é a doçura da voz dela. Tão boa artista que me faz pensar “P***a, ninguém sabe que ela existe? :S”. É isso, Kari é o tipo de artista que faz música boa de fato, mas… é subestimada e não tem a atenção que merece pelo bom trabalho.

Pior que isso vem desde 1994, quanto ela cantou no Tears Laid in Earth, primeiro disco do The 3rd and the Mortal. Pois bem, a banda é considerada importante entre as de doom/gothic metal, sendo uma das pioneiras a ter só vocais femininos suaves, estilo Liv Kristine, sem nenhum masculino gutural ou limpo, e depois viria até a influenciar, por exemplo, Tuomas Holopainen e a criação do Nightwish. Mas aí entra a história de ser subestimada e… bom, é difícil encontrar alguém que conheça o TTATM.

No fim das contas o Tears Laid in Earth foi o primeiro e único álbum onde Kari participou da banda. Todos os músicos mandam bem aqui, o álbum é bom por completo mas, considerando só a parte da Kari, o destaque é a primeira música; em Vandring não tem nada além da voz dela. Quase lírica. Delícia de ouvir! :D

Mas e depois de sair da banda? Aí vem o Storm, meninos & meninas! Durou só um álbum, chamado Nordavind;  foi um projeto de folk metal que juntou ela e dois nomes grandes do Black Metal, o Satyr, do Satyricon, e o Fenriz, do Darkthrone. Mas essa parte eu pulo, porque não ouvi o som do Storm ainda, e vou direto pra carreira solo.

E aí vem de novo a questão dela ser desconhecida. Rodrigo Piolho, da coluna Piolhices e Afins do Omelete, escreveu:

Suas composições têm tudo para se tornar grandes sucessos, já que possuem uma qualidade infinitamente superior à grande maioria do pop rock que toca nas rádios, mas, mesmo assim, o trabalho da moça continua sumariamente ignorado.(…) …flerta mais com o pop do que qualquer outra coisa. Mas um pop classudo e com uma qualidade indiscutível.

Concordo MUITO. Kari tá aí, na ativa, fazendo um som que tem um bom potencial pra tocar em rádios, ou ser apresentado em programas de TV sobre música. Mas, contudo, entretanto, todavia, MTV’s e coisas do mesmo tipo ao redor do mundo nos enchem de Pop clichê e descartável que explora mais a imagem dos artistas do que seus dotes musicais, coisas como “Bitchney” Spears, por exemplo…

Eu sou suspeito pra falar porque dos álbuns da carreira solo dela eu só conheço dois, mas que foram suficientes pra provar o quanto é bom ouvir Kari. E também pra ter certeza que a Kari tá fazendo um trabalho TOTALMENTE fora do metal. Pilot é um deles; é mais alternativo, dizem até que é um tanto experimental, tendo trechos que lembram Tori Amos e Björk – aliás, Thaís até comentou certa vez que um pedaço de Snow foi tirado de um som da Tori. O outro é o mais recente e MEU PREFERIDO (!), Other People’s Stories, e nele também dá pra notar influência da Tori, de trip-hop (Ride, 7ª música do álbum, que  lembra a Army of Me da Björk) e até mesmo um pouco de rock (Push, 6ª música). Meu preferido em especial porque é o que passa mais emoção no conjunto da obra, a voz doce dela combinando com o clima das músicas e as letras sobre vida, sentimentos e coisas relacionadas. OPS é o álbum! :D

Atualmente Kari não tem dado sinal de vida, então o jeito é ficar na ansiedade e aguardar os primeiros sinais de um novo álbum – o Other People’s Stories é de 2005! Daí fico imaginando “Pô, e se até que enfim ela ficar famosa?”. Bom, eu não vou ficar com síndrome de underground. Até porque… imagina se a Kari fica famosinha por aqui? A idéia de um show dela no Brasil seria sensacional!

Pilot

Pilot

Mais na Wikipedia e no fansite chileno.

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[PÓS-EDIÇÃO] Quando fiz esse post acabei deixando alguns fatos pra trás. Esqueci de citar que a Kari também participou de algumas músicas do duo norueguês Rawthang. Outra coisa que esqueci é que além de cantar e compôr Kari também é psicológa, e já é mãe. De acordo com o fansite chileno em 2007 ela deu à luz uma menina, de nome Agnes!

[PÓS-EDIÇÃO II] Não poderia deixar de postar aqui alguns vídeos. São os clipes de Exile e Other People’s Stories, e 4 ao vivo: um de I Månens Favn, River em Moscou e duas relíquias de quando ela ainda tava como o 3rd and the Mortal, Sorrow e Death-Hymn. Pra quem quiser ver o 3rd&TM sem ela eu achei também um vídeo de Magma.